Medir a casa antes da compra é a forma mais simples de evitar erros dispendiosos quando a mobilidade está a mudar. Uma poltrona assistencial pode ter funções avançadas, mas tem de conseguir entrar, mover-se, colocar-se junto à cama e alcançar a mesa sem encontrar obstáculos que ninguém tinha considerado.
Preparar casa para mobilidade reduzida não significa transformar de imediato todas as divisões. Significa reunir dados concretos: largura das portas, espaço de rotação, altura do colchão, volume da mesa, posição das tomadas e percurso entre o quarto, a sala e a zona de refeições.
Escolher a Sollevita nesta fase significa avaliar um produto sempre completo e totalmente personalizável. A modularidade, o carrinho com rodas para deslocação com a pessoa a bordo, a bateria de lítio, os apoios de braços removíveis, a cama 180° e o elevação vertical devem ser relacionados com a casa real.
Em resumo
- Medir portas e corredores serve tanto para a entrega como para as deslocações posteriores com o carrinho de rodas.
- Verificar a altura e o lado livre da cama permite perceber se a função maca poderá realmente ser utilizada.
- Controlar a mesa, o vão inferior e o espaço para os joelhos ajuda a tirar partido do apoio de braços removível e da altura regulável.
- Mapear tomadas e zonas de carregamento evita cabos nos percursos; a bateria de lítio oferece mais liberdade, mas exige manutenção correta.
- Envolver um terapeuta ocupacional ou outro profissional pode ser útil quando as transferências já são complexas ou tendem a mudar.
Medir a entrada e o percurso de entrega
Abrir todas as portas ao longo do percurso de entrega permite medir a passagem efetiva, e não apenas a largura nominal do vão. Puxadores, ombreiras, radiadores e móveis podem reduzir o espaço disponível precisamente nos pontos mais estreitos.
Controlar escadas, elevador e patamar evita descobrir o problema no dia da entrega. A Sollevita é construída de forma modular e o encosto, os apoios de braços e as abas podem ser removidos, uma característica que facilita o transporte e a montagem, mas não elimina a necessidade de verificar o percurso.
Proteger pavimentos e cantos durante a entrada simplifica a entrega de um produto pesado e técnico. A divisão definitiva deve já estar livre, com espaço suficiente para montar os elementos sem bloquear saídas ou corredores.
Organizar o quarto para uma possível colocação lado a lado
Medir a altura do colchão a partir do pavimento permite compará-la com a regulação vertical da poltrona. O valor deve ser registado com a pessoa ou com a carga normal da cama, quando o colchão baixa de forma evidente.
Libertar um lado da cama cria o espaço para colocar a Sollevita ao lado, na posição estendida. Mesas de cabeceira, tapetes, grades, cabos e elevadores já existentes devem ser desenhados numa planta simples, porque cada elemento altera o percurso do cuidador.
Escolher o lado de colocação exige observar que parte do corpo conserva mais força e de que lado atua quem presta assistência. No caso de AVC, lesão medular ou doença neuromuscular, esta decisão deve ser partilhada com os profissionais que conhecem a pessoa.
Verificar a possibilidade de usar outros auxiliares evita o erro de considerar a Sollevita como substituta de qualquer elevador ou tábua de transferência. A HSE recorda que os equipamentos e as técnicas devem ser escolhidos após uma avaliação de cada caso, do ambiente e das capacidades residuais.
Preparar a sala e a zona de refeições
Medir o volume da poltrona fechada e aberta permite deixar espaço à frente do apoio de pés e atrás do encosto. Paredes, mesas de apoio, aquecedores e cortinas não devem interferir com os movimentos.
Controlar o vão inferior da mesa ajuda a perceber se a pessoa poderá realmente aproximar-se. Não basta que a poltrona alcance a altura correta: travessas, gavetas e pernas centrais podem impedir a entrada dos joelhos ou do apoio de braços.
Remover a parte superior do apoio de braços permite reduzir o volume lateral durante as refeições. A elevação vertical permite depois procurar uma altura mais coerente com a mesa, útil também para pessoas autónomas que desejem usar a mesma poltrona para almoçar, ler ou trabalhar.
Deslocar a pessoa em direção à mesa com o carrinho de rodas exige um pavimento regular e um percurso suficientemente amplo. Soleiras altas, tapetes espessos e curvas estreitas devem ser avaliados antes; o carrinho não transforma a poltrona numa cadeira de rodas para usar em qualquer lugar.
Desenhar o percurso quotidiano, e não apenas o ideal
| Percurso | Pergunta prática | Dado a recolher |
|---|---|---|
| Cama → sala | A poltrona passa sem ter de deslocar móveis de cada vez? | Largura mínima, curvas, soleiras e tipo de pavimento |
| Sala → mesa | A pessoa consegue chegar por baixo do tampo? | Altura da mesa, vão inferior, espaço para os joelhos e raio de manobra |
| Poltrona → casa de banho | É realmente necessário deslocar a poltrona para esta zona? | Largura da porta, ambiente húmido, auxiliares alternativos |
| Entrada → posição final | A entrega pode ser feita por módulos? | Escadas, elevador, patamar, portas e espaço de montagem |
| Poltrona → tomada elétrica | O cabo atravessa uma zona de passagem? | Distância, posição da tomada, carregamento da bateria e proteção dos cabos |
Observar o percurso realmente utilizado evita conceber a casa com base num dia excecional. Se a pessoa come quase sempre na sala, a prioridade será diferente da de quem vai todos os dias à cozinha.
Prever um ponto de paragem pode tornar mais simples a gestão de portas ou curvas. O cuidador deve poder parar o carrinho, verificar a posição da pessoa e recomeçar sem empurrar à pressa.
Tomadas, bateria e segurança dos cabos
Posicionar a poltrona perto de uma tomada em conformidade reduz a necessidade de extensões e fichas triplas. O cabo não deve ser esmagado pelo mecanismo, atravessar zonas de passagem nem ficar debaixo de tapetes.
Usar a bateria de lítio permite mover a Sollevita sem ligação contínua à rede. A bateria deve, no entanto, ser recarregada segundo as instruções e desligada durante o transporte ou as deslocações técnicas, para que pressões acidentais na botoneira não provoquem movimentos imprevistos.
Deixar livre o espaço por baixo e à volta da poltrona protege pessoas, animais e objetos. Antes de acionar o apoio de pés, a báscula ou a elevação, quem usa o comando deve verificar toda a área de movimento.
Escolher medidas e capacidade a pensar na divisão
Selecionar o assento de 52 ou 63 cm altera também a largura total do produto e o espaço necessário para passar. A escolha deve partir do corpo da pessoa, mas deve ser verificada no ponto mais estreito da casa.
Definir uma das três profundidades disponíveis altera o apoio das coxas e o volume na posição sentada. A extensão do apoio de pés, incluída no equipamento Sollevita, aumenta ainda mais a superfície necessária quando é aberta.
Escolher uma capacidade de 180 até 350 kg exige considerar não só o peso da pessoa, mas também a estrutura, o número de motores independentes e a capacidade do cuidador para gerir o produto nos espaços disponíveis.
Preparar a casa para uma necessidade que pode evoluir
Deixar um lado da cama acessível hoje pode evitar trabalhos urgentes amanhã. Nas doenças degenerativas ou nas situações de fragilidade progressiva, pequenas mudanças antecipadas reduzem a improvisação quando a transferência se torna mais exigente.
Reservar espaço para um futuro elevador não significa que ele será certamente necessário. Significa não colocar a poltrona num canto a partir do qual nenhum outro auxiliar poderia atuar se as necessidades mudassem.
Avaliar a casa com um terapeuta ocupacional pode ajudar a identificar barreiras que a família já não repara: tapetes, iluminação, puxadores, percursos demasiado estreitos ou mesas não compatíveis. As fontes do NHS sobre alterações domésticas sublinham precisamente o papel da avaliação do ambiente em tornar mais fáceis os movimentos e as atividades quotidianas.
Exemplo concreto: uma divisão pronta antes da urgência
Deslocar uma mesa de cabeceira trinta centímetros pode criar o espaço necessário para colocar a poltrona junto à cama. Remover um tapete pode tornar mais linear o percurso do carrinho. Substituir uma mesa de apoio por uma mais estreita pode permitir a abertura completa do apoio de pés.
Fotografar estes espaços com uma fita métrica visível permite ao serviço Sollevita avaliar melhor o projeto. As imagens não substituem uma visita profissional quando necessária, mas evitam muitos mal-entendidos durante uma consultoria à distância.
Checklist antes de pedir o orçamento
- Largura mínima de cada porta atravessada, medida com a folha completamente aberta.
- Dimensões do elevador, do patamar e das escadas ao longo do percurso de entrega.
- Altura do colchão, espaço livre junto à cama e lado preferido para a colocação lado a lado.
- Altura da mesa, espessura do vão inferior e espaço para os joelhos e o apoio de braços.
- Distância à tomada, posição dos cabos e ponto escolhido para carregar a bateria.
- Tipo de pavimento, soleiras, tapetes e raio disponível para usar o carrinho de rodas.
- Medidas da pessoa: altura, peso, largura necessária, profundidade e horas de utilização.
Serviço Sollevita: avaliar corpo, casa e rotina em conjunto
Enviar medidas sem descrever a rotina não basta. A equipa precisa de saber quem desloca a poltrona, quantas vezes a pessoa descansa, se come à mesa, que auxiliares usa e que evolução da necessidade já é previsível.
Consultar a poltrona assistencial Sollevita permite associar as funções à planta real da casa e preparar uma proposta que tenha em conta a entrega, a utilização e a assistência futura.
Adquirir um dispositivo médico de Classe I pode permitir benefícios fiscais quando se verificam os requisitos previstos e a documentação está correta. A verificação deve ser feita caso a caso, sem apresentar o benefício como automático.
Prepare uma planta simples da casa e fotografe portas, cama, mesa e percurso com uma fita métrica visível. A equipa Sollevita poderá comparar estas informações com as medidas da pessoa e indicar que funções são realmente utilizáveis no espaço disponível.
Perguntas frequentes
Quanto espaço é preciso atrás de uma poltrona assistencial?
Depende dos movimentos e da posição final. É preciso verificar o volume real do encosto, da báscula e da cama 180°, deixando sempre margem em relação a paredes e móveis.
A poltrona consegue passar por uma porta estreita?
A construção modular e os elementos removíveis facilitam a entrega, mas é preciso medir a passagem mais estreita e avaliar curvas, escadas e elevador.
Posso usar o carrinho de rodas sobre tapetes e soleiras?
Apenas se o percurso for adequado e no respeito pelas instruções. Tapetes espessos, desníveis e soleiras podem tornar a deslocação instável ou demasiado cansativa.
A Sollevita substitui um elevador?
Não automaticamente. A função maca e a elevação vertical podem facilitar algumas passagens, mas os auxiliares necessários dependem das capacidades residuais, do peso, do ambiente e da avaliação profissional.
Porque é que também tenho de medir a mesa?
Porque a altura, o vão inferior e o espaço para os joelhos determinam se a pessoa poderá aproximar-se usando o apoio de braços removível e a regulação vertical.
Quando convém pedir uma avaliação domiciliária?
Quando as transferências já são complexas, os espaços são estreitos ou existem vários auxiliares. Um terapeuta ocupacional pode ajudar a avaliar barreiras e adaptações.
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
Quanto espaço é preciso atrás de uma poltrona assistencial?
Depende dos movimentos e da posição final. É preciso verificar o volume real do encosto, da báscula e da cama 180°, deixando sempre margem em relação a paredes e móveis.
A poltrona consegue passar por uma porta estreita?
A construção modular e os elementos removíveis facilitam a entrega, mas é preciso medir a passagem mais estreita e avaliar curvas, escadas e elevador.
Posso usar o carrinho de rodas sobre tapetes e soleiras?
Apenas se o percurso for adequado e no respeito pelas instruções. Tapetes espessos, desníveis e soleiras podem tornar a deslocação instável ou demasiado cansativa.
A Sollevita substitui um elevador?
Não automaticamente. A função maca e a elevação vertical podem facilitar algumas passagens, mas os auxiliares necessários dependem das capacidades residuais, do peso, do ambiente e da avaliação profissional.
Porque é que também tenho de medir a mesa?
Porque a altura, o vão inferior e o espaço para os joelhos determinam se a pessoa poderá aproximar-se usando o apoio de braços removível e a regulação vertical.
Quando convém pedir uma avaliação domiciliária?
Quando as transferências já são complexas, os espaços são estreitos ou existem vários auxiliares. Um terapeuta ocupacional pode ajudar a avaliar barreiras e adaptações.






